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Como é

A cirurgia hepática mais comum é o transplante hepático ortotópico, ou seja, o novo fígado, chamado de enxerto, é colocado no mesmo lugar do órgão original. Segue três passos: 
     - retirada do fígado do receptor;
     - retirada do fígado do doador;
     - implante do fígado do doador no receptor.

A retirada do fígado do receptor é uma das partes mais delicadas da cirurgia. O fígado é responsável por determinados componentes da coagulação sangüínea, portanto pessoas com doenças hepáticas não coagulam bem o sangue, o que aumenta o risco de sangramentos, principalmente durante a cirurgia.

A doença hepática causa “hipertensão portal”, devido ao excesso de sangue que “tenta ser filtrado” pelo fígado. Isso torna a técnica cirúrgica mais difícil. Outra dificuldade encontrada no receptor é que um grande número de pessoas que precisam de transplante sofre de cirrose, o que pode tornar o fígado mais difícil de ser retirado por sua aderência aos tecidos vizinhos. A cirurgia pode durar de seis a 20 horas, dependendo do grau de dificuldade.

Preparação para a cirurgia
A fase pré-operatória do paciente inclui uma cuidadosa avaliação do funcionamento de outros sistemas fisiológicos importantes, como o cardiovascular, o neurológico, o respiratório e o renal. O preparo e acompanhamento psicológico dessas pessoas são fundamentais na adequada aceitação do procedimento, assim como em sua adesão ao programa de transplante que, uma vez iniciado, se estende por toda a sua vida.

 
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