Fórum NIT Roche 2017

Fórum NIT Roche 2017

Roche intensifica contato com a academia  e startups para estimular inovação científica. 

Durante as boas-vindas aos convidados do Fórum NIT Roche, que ocorreu em 13 de dezembro de 2017, no Instituto Tomie Ohtake, o presidente da Roche Farma no Brasil (SP), Rolf Hoenger, resumiu, de forma simbólica, as expectativas para o evento: “é tempo de ir mais a campo e unir experiências, boas práticas e aprendizado de diversas fontes de inovação, para cooperar com o avanço da ciência no Brasil”. Rolf deixou bem claro que trocas de experiências devem ser cada vez mais frequentes.

 

Primeiro encontro com diversas lideranças em inovação, o Fórum NIT reuniu palestras e mesas de debate entre vários representantes de núcleos de inovação tecnológica. Participaram do fórum acadêmicos de cerca de 20 universidades, entre elas USP, Unicamp, Fiocruz, Instituto Adolfo Lutz e Cietec, e também líderes de incubadoras de startups, de fundos de investimento e ainda de farmacêuticas focadas em biotecnologia.

Em seu discurso, Rolf citou motivos que causam orgulho e estimulam a trabalhar na Roche. Para o executivo, os desafios fazem parte do grupo. "Fazer agora o que os pacientes necessitarão no futuro. Isso é o que move a ciência", comentou ao traduzir do inglês a missão da companhia.

Há 87 anos no Brasil, a Roche possui em seu pipeline mais de 100 moléculas em desenvolvimento, em diversos campos da medicina, e muitos estudos em andamento nos campos da neurologia, oncologia, hematologia, mais recentemente na imuno-oncologia, neurociência, pneumologia, entre outras áreas.

Para fornecer exemplos de inovação, Rolf citou as recentes descobertas em neurociência, como a pesquisa que encontrou novas formas de combater a esclerose múltipla, e evidências positivas em estudos para futuras moléculas que abrem caminho para nova atuação contra a doença de Alzheimer nos próximos anos.

O presidente da Roche afirmou também que há diferentes indicadores em desenvolvimento em outros campos novos para a Roche, como a imuno-oncologia, “área na qual a maior tecnologia do mundo está aportada”, apontou.

“Falamos de nossos sucessos recentes na esclerose múltipla. Entretanto, lá no futuro, nossos maiores desafios são o Alzheimer, a esquizofrenia e o autismo. São áreas que consideramos desafiadoras e estamos à procura de soluções. Outro recente sucesso de que não podemos nos esquecer é o anticorpo que trata hemofilia. Foi uma quebra de paradigma no tratamento da hemofilia, com uma inovação – um anticorpo – que irá transformar a forma de cuidar dos pacientes criando, pela primeira vez, um elemento que substituirá o fator de coagulação humano.”

Ele salientou que a ciência no mundo está muito interessada nos produtos que os indivíduos fabricam no próprio organismo.

“Meu mais importante ponto de orgulho é o acesso. Falamos em números de publicações,em dados de pesquisa, tudo parece grandioso, mas, se não chega ao paciente, não é importante. Precisamos trabalhar com o governo para chegar à pessoa mais relevante. O que realmente inovamos juntos? Muitas dessas coisas sabemos que sozinha a Roche não vai resolver”

O presidente da Roche no Brasil afirmou que as inovações são possíveis graças à proporção de recursos aplicados. “Investimos 20% do nosso faturamento anual em P&D, em busca de respostas para necessidades médicas não atendidas.”

Rolf pontuou que uma história de sucesso não pode ser construída sozinha, por uma única empresa, e convidou a plateia a colaborar. O presidente narrou um caso: “Em 2005, a Glico Engenharia – uma forma de modificar anticorpos para aumentar a ação do sistema imunológico –  era vista com grande ceticismo. Em particular, a Glycart, uma startup acadêmica fundada como spin-off da ETH Zürich, trabalhava nessa altura para desenvolver uma nova geração de anticorpos com maior eficácia. O objetivo seria utilizar esses anticorpos como novas terapêuticas para câncer. Ciência significa tomar riscos. A Roche decidiu arriscar, e nossos cientistas descobriram o potencial desse método para drogas contra o câncer. Hoje essa startup é parte do Grupo Roche e conta com 140 pessoas dentro do nosso centro de inovação em Zurique.”

Rolf afirma que mais histórias como essa são necessárias. “Não importa qual sua origem. Se vieram da academia, de uma startup ou de uma farmacêutica focada em biotecnologia. Somos todos criadores do amanhã e precisamos entender que é necessário grande esforço coletivo na busca por soluções”, concluiu.

 

Pesquisador da Roche aborda riscos inerentes à inovação e experiência com biomarcadores

Everson Nogoceke, líder global de experimentos com biomarcadores na área de oftalmologia no centro de pesquisa e desenvolvimento da Roche, em Basileia, sede da empresa na Suíça, foi o segundo palestrante do dia. Coube a ele explicar como funciona, na prática, a descoberta de inovações no universo do desenvolvimento de fármacos. Nogoceke, que possui uma carreira de 15 anos na Roche e experiência em diversos setores, como oncologia e oftalmologia, elencou minuciosamente quais as fases do processo de criação de um novo fármaco, pontuando a alta tomada de risco em cada uma delas, além disso, reforçou os parâmetros de qualidade de desenvolvimento da companhia, investimentos e conquistas. Após a fala do palestrante, o público fez perguntas, muitas delas sobre a melhor  forma de inovar em conjunto.

 

Estratégia para inovar

Nogoceke explicou que são seis centros de pesquisa no mundo e destacou o modelo de longo prazo estruturado pela companhia, que tem conhecimento da grande taxa de insucesso para a indústria que trabalha com o fomento à inovação, em que se necessita testar várias ideias.

A área de fármaco e bioquímicos demanda um investimento enorme. Na Roche, detalhou, “são  R$ 32 bilhões (20% das receitas) por ano aplicados em pesquisa, 442 estudos clínicos e  110 moléculas em desenvolvimento. Mais de 300 mil pacientes e tratamentos que beneficiam milhões de pessoas”.

Segundo Nogoceke, para se chegar a uma única molécula, o espaço químico (hidrogênio, oxigênio) é maior que o número de estrelas do universo. “Para chegar a uma molécula que dê certo para os estudos, são necessários milhões de números de moléculas descartadas.”

Ele detalhou as áreas de trabalho da companhia para pesquisa de doenças imunológicas, infecciosas, neurológicas (degenerativas e psiquiátricas), oftalmológica, doenças raras e oncologia. “A Roche não trabalha sozinha somente se focando nessa área, há colaborações acadêmicas de como a doença funciona do ponto de vista molecular no paciente.” A Roche investe em fármacos baseados em RNA de interferência, que vão cancelar o sinal intracelular.

“Os caminhos da inovação não terminam no processo de descoberta de uma molécula”, pontuou Everson. Após a descoberta da molécula, o estudo de suas qualidades e propriedades não fica de lado. Várias terapias para se tratar um tipo de doença podem surgir, como a esclerose múltipla.

Outro ponto crucial é que não se pode fazer a translação total do tipo de aplicação de um medicamento em um animal (que vive pouco) para um ser humano.

 

Cadeia de valor

O executivo da Roche explicou que todo o processo começa com a identificação de um alvo molecular para uma nova terapia, feito por revisão de literatura (etapas iniciais da pesquisa pré-clínica). “É um trabalho de mecânica fina”, disse. Após os testes, escolhe-se um lead, e, com essa molécula, primeiro vêm os estudos de toxicologia, os testes de como a molécula será metabolizada, se atingirá o alvo, como se dará o sequenciamento e as variações das doses para tentar o efeito terapêutico. Depois, são necessários estudos mais complexos e mais longos até demonstrar que a molécula tem o efeito terapêutico. Nesse sentido, uso de biomarcadores é bastante importante, principalmente em doenças crônicas. Na última etapa de estudos, para a comprovação da eficácia aplicam-se, pelo menos, de 300 a 400 mil dólares. Todo esse processo leva muito tempo, com diferentes equipes encarregadas, desde biólogos à equipe exploratória (qual a indicação para a população, mais específica ou mais geral).

“Uma vez descoberta e comprovada sua eficácia terapêutica, as fases a seguir são as de desenvolvimento: a partir da aprovação, como ter o medicamento em dezenas de países? E a validade da patente? A conceituação do projeto?”,buscou interface com a plateia.

“Quanto mais inovadora a molécula, mais são os riscos porque ninguém ainda fez. Pode-se ir mais devagar ou tomar risco. Não há mais resposta única. Depende da maneira que se pretende trabalhar”, comentou sobre os grandes dilemas desse tipo de indústria. Everson detalhou que biomarcadores podem ser usados como meio de análise do funcionamento de um tipo de medicamento e de sua segurança e também para identificar grupos de doentes que se beneficiem com o tratamento desse fármaco.

Se um biomarcador for validado, pode ser usado para diagnosticar o risco de ter uma doença, a presença dessa doença em um indivíduo ou para adequar o tratamento dirigido a determinada doença em um indivíduo, permitindo a escolha de opções terapêuticas mais eficazes.

 

Oportunidades em parcerias globais

Maria Bobadilla, que trabalha na área de Partnering Global da Roche, apresentou sua visão sobre open innovation e perspectivas para criar parcerias de sucesso entre indústria e academia. ”Temos presença global, sede na Basileia, e unidades em Xangai, Tóquio, São Francisco, São Paulo e Nova York. Estamos onde a ciência precisar de nós.” Maria detalhou que um terço dos produtos da Roche vem de parcerias. Citou dados de 2016, ano no qual foram realizados 44 acordos que envolveram diversos tipos de modalidades: aquisições, colaborações e pesquisa.

“Temos força na manufatura e comercialização de produtos. De fato,estamos buscando produtos que façam diferença na vida dos pacientes”

A executiva citou algumas áreas de interesse em pesquisa como imunoterapia, oncologia, doenças infecciosas, em particular bactérias multirresistentes, doenças neurológicas, doenças raras, doenças imunológicas, engenharia de tecidos, doenças oftalmológicas. “São necessárias tecnologias inovadoras para se transformarem em medicamentos.”

É questão de tempo para que a Roche possa estabelecer uma pesquisa com uma universidade brasileira, respondeu a executiva sobre uma pergunta da plateia a respeito da existência de alguma cooperação com uma universidade do Brasil.

 

Painéis destacam colaboração entre universidades e indústria

À tarde, o Fórum NIT Roche dedicou espaço para interlocuções e debates. Coube a Juarez Bianco, gerente científico na Roche, abrir o segundo bloco do Fórum NIT. “Queremos escutar como é que  a inovação vem marcando a ciência brasileira e como as universidades vêm estruturando a colaboração com a indústria.” Sueli Gonsalez Saes, secretária executiva do Conselho de Ciência, Tecnologia & Inovação em Saúde, apresentou a visão de como a colaboração entre academia e indústria tem sido trabalhada em particular no Estado de São Paulo.

Até 2010, os NITs em inovação e saúde não existiam no Estado, contou Sueli. Ela narrou o foco e função dos 20 principais institutos de pesquisas estaduais, dentre eles, Adolfo Lutz, Dante Pazzanese e Pasteur. De acordo com Sueli, a estruturação dos NITs foi por meio de um processo intuitivo, mas que hoje tem ramificações internacionais. No primeiro ano, lembrou, foram discutidos o processo e o modelo, bem como trabalhos sobre inovação, transferência de tecnologia e caminhos que o pesquisador não conseguia percorrer. “A indústria é muito  bem-vinda, acreditamos no ganha a ganha.”

No processo de construção do PITGov1 e 2, explicou Sueli, “foram aparecendo, na prática, os conflitos, mas também surgiu a oportunidade de um grupo realizar a Lei Paulista de Inovação”. Como conquista, ela citou, além dos desafios legislativos, a criação de um MBA realizado em parceria com a Universidade de Rotterdam, ministrado no Instituto Butantã. “Temos alavancado parcerias com universidades do Reino Unido, realizado chamamento público e  avançado na legislação. Isso só é possível graças à paixão pela ciência.”

 

Núcleos de inovação tecnológica comentam processos de formação e oportunidades

Newton Cesário Frateschi, diretor executivo da Inova Unicamp, recomendou que a indústria tenha mais interlocutores com as universidades. Com nove patentes no Brasil, a Inova tem realizado pesquisas sob demanda e “esse campo pode ser bastante ampliado”,pontuou. “A universidade faz pesquisa, como fazer com a patente no caso de uma incubadora?”, indagou Frateschi. Ele comentou que ainda há muita confusão em relação à transformação da tecnologia da universidade.

“O foco da universidade é o processo de formação de recursos humanos, e esses vão para a indústria. Ainda há muita coisa feita na universidade que deve ser protegida e então ser trabalhada com a indústria.” Ele aposta no fomento por meio de incubadoras.

Carla Maia Einsiedler, da Coordenação de Gestão Tecnológica (GESTEC) da Fiocruz, vinculada ao Ministério da Saúde, explica que o NIT na FioCruz atua em três modalidades: aquisição, codesenvolvimento e licenciamento. E detém flexibilidade para estabelecer o tipo de parceria. “Há também produtos de impacto social e educacional com empresas de grande porte, como um modelo de copinho de alimentação materna.”

De acordo com Carla, ainda é preciso mais aprendizado sobre o relacionamento com parceiros privados e que a FioCruz está aberta a conversas. “Há gaps e fases difíceis de fazer, e temos interesse em parcerias, em interagir e trabalhar para o medicamento chegar ao SUS.”

Jose Aluízio Guimarães, coordenador da área de Marketing e Comunicações do Cietec, explicou que a função da instituição é apoiar as empresas. “Já são 40 patentes, mais de 100 protocolos e entre 30% a 50% das incubadoras são focadas em medicina e saúde.” Ele comentou a respeito das oportunidades de desenvolvimento.

“Faz muito sentido entre a indústria e a universidade trazer a inovação de ponta. Nossa indústria de capitais no Brasil é muito pequena.” Denise Hage Russo, gestora do NIT do Instituto Adolfo Lutz, lembrou que há mais de 100 anos o instituto tem o laboratório central de saúde pública e que o NIT começa a funcionar em 2012. “Identificamos 98 projetos com potencial de inovação”,contou, acrescentando que foram realizadas parcerias com empresas e universidades.

 

Cultura da inovação

Os desafios da cultura da inovação em saúde foram discutidos em uma mesa-redonda sob a coordenação de Regina Moura, líder da área de Comunicação Corporativa, Digital e Eventos da Roche no Brasil.

Ela convidou, primeiramente, Humberto Gomes Ferraz, professor associado da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, para narrar o case de sucesso que desenvolveu o Vonau Flash e sua visão a respeito das oportunidades de inovação. Ele explicou que é adepto da cultura de que se há oportunidade, a empresa busca parceria e se tem demanda, deve-se começar com um investimento pequeno e seguir.

O executivo João Batista Calixto, diretor do Centro de Inovação e Estudos Pré-clínicos abordou o que considera a percepção cultural a respeito dos desafios de inovação no país. Ele foi um dos colaboradores na produção de um dos primeiros medicamentos totalmente produzidos no país, o anti-inflamatório Acheflan, em parceria com os Laboratórios Aché.

Ele lidera um centro de estudos pré-clínicos em Santa Catarina. “Acho que há uma incompreensão no Brasil com inovação em saúde, por considerá-lo lento, custoso e de alta complexidade.” Estamos caminhando em um processo de mudança, mas ainda lento para outros campos. “Tinham esse pensamento (moroso e custoso) a respeito da Embraer e da agricultura no Brasil. Sobre o mercado de aviação e o agronegócio estamos caminhando, e bem, mas a área da saúde não anda.” E lançou questões à plateia. “Será que para a pesquisa incremental a academia acha que não pode? Outro pensamento complicador: para que patentear se não há indústria?”

Ele narrou um caso particular de uma empresa na qual trabalhou, mas atribuiu o sucesso da inovação mais ao perfil do presidente da companhia do que às condições gerais. “O presidente era o maior entusiasta. Nunca deixou a equipe sozinha e dizia: “não quero morrer rico, mas quero deixar algo importante para a sociedade. Foi um caso que não se repete mais no Brasil.” Quando o medicamento da empresa por ele mencionada foi aprovado pela Anvisa, havia o medo dentro da companhia de que o produto não desse resultado, e ele se pagou em três anos. “Os maiores inimigos estão dentro da própria empresa. As pessoas preferem comprar pronto, muitas vezes os próprios diretores são contra.” Calixto deu um recado a todos profissionais da área química e bioquímica em saúde: “quem não tem resiliência não trabalha nessa área."

 

Experiências bem-sucedidas de cooperação

Um dos convidados mais aplaudidos do grupo de exposição de casos foi Jaime Rabi, diretor Executivo da Microbiológica. Ele trouxe um descontraído e sensível relato pessoal da sua trajetória profissional e recordou que, há exatos 20 anos, a Microbiológica foi convidada para discutir a incorporação de uma empresa de invenção de novos antivirais fundamentados na química e biologia de ácidos nucleicos: nasceu a PHARMASSET.

O desenvolvimento do projeto dos antirretrovirais ofereceu à MB a oportunidade de transitar da engenharia reversa para a inovação e do controle de qualidade para a garantia da qualidade.  “O nosso esforço teve impacto positivo na criação do Programa Nacional de Aids e abriu o caminho para o reconhecimento e inserção internacional.” Rabi citou também o medicamento sobre hepatite C, que permitiu que a doença passasse de mortal para curável. “São dois casos espetaculares que modificaram a cultura da nossa empresa.”

Rabi fez menção ainda ao potencial da universidade brasileira, segundo ele, não para desenvolver no país, mas pela tolerância de liberar seus talentos para a indústria.

Fernando Perez, da Recepta Biopharma, narrou a experiência da inovação em oncologia por meio do RebmAb200, em parceria com a Mersana Therapeutics, que licenciou um anticorpo imunizado. “As projeções indicam que 50% dos tratamentos de câncer utilizarão algum tipo de imunoterapia até o fim de 2017”, afirmou.

 

Encerramento: trabalhar para que a sociedade tenha acesso à medicação é papel social da Roche, afirma diretor médico

Depois de um dia de troca intensa de experiências, o diretor médico da Roche no Brasil, Lenio Alvarenga, explicou que fomentar a inovação no país é algo inerente à indústria farmacêutica. “Sinto-me particularmente feliz, pois sei que todas as ideias discutidas aqui têm capacidade para se tornarem reais e melhoraram a rede de relacionamento entre indústria, academia, governo e os profissionais envolvidos com a ciência.” Ele também reforçou a importância da interação entre academia e indústria, para ampliar o desenvolvimento de soluções em saúde, e em outras áreas, capazes de mudar a vida das pessoas. “Esta deve ser uma via de mão dupla. Diversas inovações da Roche surgiram dessa forma e poder ouvi-los hoje certamente nos fará repensar sobre como podemos colher mais frutos.”

 

BR/NMED/0118/0007 – Jan/ 2018