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Com estudo promissor, agência regulatória americana dá prioridade de análise para novo tratamento de câncer de pulmão

Pacientes que sofrem com o câncer de pulmão de não pequenas células podem ser beneficiados com nova droga de primeira linha

 

São Paulo,  13 de setembro de 2017 - O FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora americana e referência mundial na aprovação de medicamentos, deu prioridade para a análise do Alecensa® (alectinib), da Roche, para o tratamento inical (primeira linha)  do câncer de pulmão de não pequenas células avançado com quinase de linfoma anaplásico (ALK). O estudo de fase III – ALEX - demonstrou que o uso da droga reduz, em mais de metade, o risco de progressão da doença,  em comparação com o tratamento padrão atual. Ainda, demonstrou-se redução em mais de 80% no risco de desenvolvimento de metástase cerebral. 

 

De acordo com o diretor médico da Roche Farma Brasil, Lênio Alvarenga, a droga faz parte dos avanços da farmacêutica em desenvolver novas abordagens, medicamentos e testes que possam ajudar as pessoas com a doença, considerada ainda muito desafiadora. “Nosso objetivo é fornecer uma opção de tratamento eficaz para cada pessoa diagnosticada com câncer de pulmão. Atualmente, temos quatro medicamentos aprovados pelo FDA para tratar certos tipos de câncer de pulmão e mais de dez diferentes combinações estão sendo desenvolvidos”.

 

A preocupação da classe médica em relação ao câncer de pulmão é que, apesar  do grande avanço em novos medicamentos e campanhas de redução do risco – como as campanhas contra o tabagismo e campanhas de conscientização para os sintomas iniciais da doença,  a taxa de mortalidade ainda é muito alta. No Brasil, é o câncer que mais leva os pacientes a óbito. Todos os anos morrem mais pessoas deste tipo de tumor do que de câncer colorretal, mama e próstata combinados. 

 

Um dos pontos de atenção dos especialistas é a facilidade que estes tumores evoluem em metástases distantes, mesmo sem apresentar sintomas iniciais importantes.  

 

A previsão é que a agência regulatória americana aprove o medicamento até o fim deste ano e os dados também serão enviados para a análise da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).