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Primeiro estudo com imunoterapia e terapia-alvo mostra redução no risco de agravamento ou morte em câncer de pulmão avançado

 

Estudo de fase III IMpower150 mostrou que a combinação dos medicamentos atezolizumabe e bevacizumabe, mais quimioterapia, reduziram em 38% o risco de agravamento da doença ou morte em pessoas com um tipo de câncer de pulmão avançado

 

A Roche, líder mundial em biotecnologia, divulgou resultados do estudo inédito de fase III IMpower150, com uma nova perspectiva para o tratamento de câncer de pulmão de células não-pequenas (CPCNP), não escamoso e avançado, ainda não tratado. A combinação terapêutica dos medicamentos Tecentriq (atezolizumabe), um imunoterápico, e Avastin (bevacizumabe), terapia-alvo consolidada, mais quimioterapia (carboplatina e paclitaxel), reduziram em 38% o risco de agravamento da doença ou morte em pessoas com este tipo da doença, em comparação aos que receberam apenas bevacizumabe mais quimioterapia.

Este é o primeiro estudo de fase III que avalia a imunoterapia combinada ao anticorpo monoclonal e mostra melhora da sobrevida livre de progressão neste tipo de câncer. Um importante fato demostrado foi a duplicação da taxa de sobrevida livre de progressão em 12 meses, um marco no tratamento, observada com a combinação de atezolizumabe e bevacizumabe  mais quimioterapia (37%) comparada a bevacizumabe mais quimioterapia (18%).

A taxa de encolhimento do tumor (taxa de resposta global, TRG), um parâmetro secundário do estudo, foi maior nos pacientes tratados com atezolizumabe e bevacizumabe  mais quimioterapia comparados aos que receberam bevacizumabe  mais quimioterapia (64% vs. 48%).  “O estudo reduziu o risco de agravamento da doença quando usado como tratamento inicial em um amplo grupo de pacientes com CPCNP não escamoso avançado e representa um importante avanço, e logo que possível, um novo padrão de tratamento para os pacientes que convivem doença”, conclui Dra. Sandra Horning, Diretora Médica e de Desenvolvimento Global de Produtos da Roche.

O atezolizumabe foi a primeira droga aprovada pela agência reguladora americana, a Food and Drugs Administration (FDA), como imunoterapia anti-PD-L1, em outubro de 2016 e foi aprovada no Brasil, no segundo semestre de 2017. A droga impede que o tumor inative as células T, que são responsáveis por detectar e atacar efetivamente as células tumorais. Com este bloqueio, o sistema imune ganha força contra a metástase, fase avançada da doença, dando mais sobrevida aos pacientes. Já o anticorpo bevacizumabe é consagrado no tratamento de câncer ao longo das últimas décadas, seu mecanismo bloqueia a ação do VEGF (vascular endothelial growth factor), ou seja, impede o crescimento de vasos sanguíneos que alimentam tumores malignos.

A combinação terapêutica das moléculas atezolizumabe e bevacizumabe pode aumentar o potencial do sistema imunológico de combater diversos tipos de câncer, incluindo o CPCNP avançado tratado em primeira linha. Bevacizumabe pode aumentar ainda mais a capacidade de atezolizumabe de ativar as respostas de células T contra o tumor.

O perfil de segurança da combinação desses medicamentos, mais quimioterapia, foi consistente com os perfis de segurança dos medicamentos individualmente, e não foram identificados novos sinais de alerta de segurança. O estudo será submetido as autoridades regulatórias de todo mundo.



Câncer de pulmão não-pequenas células 

Apesar dos recentes avanços no tratamento do câncer de pulmão de células não pequenas, ainda existe a necessidade de novas opções terapêuticas, uma vez que ele é o mais prevalente na população, representando cerca de 85% de todos os casos da doença. O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer em todo o mundo. Todos os anos, 1,59 milhão de pessoas morrem em decorrência dessa doença, o que se traduz em mais de 4.350 óbitos por dia em todo o mundo. Em termos gerais, o câncer de pulmão pode ser subdividido em dois tipos principais: CPCNP e câncer de pulmão de pequenas células.

 

Sobre a Roche

A Roche é uma empresa global, pioneira em produtos farmacêuticos e de diagnóstico, dedicada a desenvolver avanços da ciência que melhorem a vida das pessoas. Combinando as forças das divisões Farmacêutica e Diagnóstica, a Roche se tornou líder em medicina personalizada - estratégia que visa encontrar o tratamento certo para cada paciente, da melhor forma possível.

É considerada a maior empresa de biotecnologia do mundo, com medicamentos verdadeiramente diferenciados nas áreas de oncologia, imunologia, infectologia, oftalmologia e doenças do sistema nervoso central. É também líder mundial em diagnóstico in vitro e tecidual do câncer, além de ocupar posição de destaque no gerenciamento do diabetes. Fundada em 1896, a Roche busca constantemente meios mais eficazes para prevenir, diagnosticar e tratar doenças, contribuindo de modo sustentável para a sociedade. A empresa também visa melhorar o acesso dos pacientes às inovações médicas trabalhando em parceria com todos os públicos envolvidos. Vinte e oito medicamentos desenvolvidos pela Roche fazem parte da Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde, entre eles, antibióticos que podem salvar vidas, antimaláricos e terapias contra o câncer. Pelo oitavo ano consecutivo, a Roche foi reconhecida como a empresa mais sustentável do grupo Indústria Farmacêutica, Biotecnologia e Ciências da Vida pelos Índices Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI).

Com sede em Basileia, na Suíça, o Grupo Roche atua em mais de 100 países e, em 2016, empregou mais de 94.000 pessoas em todo o mundo. No mesmo ano, a Roche investiu 9,9 bilhões de francos suíços em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e suas vendas alcançaram 50,6 bilhões de francos suíços. A Genentech, nos Estados Unidos, é um membro integral do Grupo Roche. A Roche é acionista majoritária da Chugai Pharmaceutical, no Japão. Para mais informações, visite www.roche.com.br.

 

 

  • Ferlay J et al. GLOBOCAN 2012 v1.0, Cancer Incidence and Mortality Worldwide. IARC CancerBase No. 11 [Internet]. Lyon France: International Agency for Research on Cancer; 2013. Disponível em: http://globocan.iarc.fr/Pages/fact_sheets_cancer.aspx . Acessado em outubro de 2017.
  • Barzi A, Pennell NA. Targeting angiogenesis in non-small cell lung cancer: agents in practice and clinical development. European J Clin Med Oncol 2010; 2(1):31–42.