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65% dos fluminenses nunca foram ao neurologista

A especialidade indicada para tratamentos de doenças raras, como a esclerose múltipla, que se agrava pela falta de um diagnóstico precoce e preciso, muitas vezes exigido por esta classe médica

Rio de Janeiro, agosto de 2018 – Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha e encomendada pela Roche Farma Brasil, líder mundial em inovação em saúde, 65% da população do estado do Rio de Janeiro nunca foi ao neurologista, considerado o médico mais indicado para a identificação de algumas doenças raras, como a esclerose múltipla, doença que não tem cura e atinge cerca de 35 mil brasileiros¹. A grande maioria dos pacientes demora muito tempo para chegar a um neurologista, o que acaba piorando seu estado físico.


Outros dados da pesquisa mostram que 38% dos fluminenses não conhecem a esclerose múltipla e 61% se sente pouco ou nada informada sobre a doença. O desconhecimento é tanto que 65% dos questionados disseram considerar o esquecimento um dos sintomas e 55% relacionaram a doença ao envelhecimento, quando, na verdade, as primeiras manifestações acontecem na fase mais ativa da vida - entre os 20 e 40 anos- e os sintomas mais comuns são fadiga imprevisível ou desproporcional à atividade realizada, visão dupla ou embaçada, problemas de equilíbrio e coordenação, sensação de queimação ou formigamento, perda da memória - ainda que seja um sintoma tardio - e transtornos emocionais.


A desinformação é mais um dos fatores responsáveis pelo diagnóstico tardio, já que os sintomas são inespecíficos e podem ser facilmente confundidos com outras patologias. E, como consequência da ignorância existe o preconceito para com os pacientes de esclerose múltipla e a forma como vivem: 53% dos fluminenses consideram que eles têm suas atividades limitadas, 62% que devem apenas ficar em casa e 67% que devam parar de trabalhar.


“Propagar a ideia de que as pessoas com esclerose múltipla não podem ter uma vida pessoal, profissional e acadêmica normal só contribui para os possíveis medos e vergonhas que eles possam sentir. Na Europa, por exemplo, cerca de 75% a 85% dos pacientes continuam trabalhando. No Brasil, não temos este dado, mas vemos uma diferença clara quanto ao impacto do preconceito no mercado de trabalho e na própria sociedade”, explica o neurologista Fernando Figueira, chefe da neurologia do Hospital São Francisco na Providência de Deus.


Apesar do contexto atual da saúde pública em nosso país, a esclerose múltipla tem ganhado um olhar especial da medicina. Novas terapias têm focado em oferecer um intervalo de tempo maior entre as aplicações dos medicamentos, promovendo mais flexibilidade, adesão e tolerabilidade às terapias. “É importante reforçarmos que, apesar de não ter cura, a esclerose múltipla pode ser controlada, mas, para isso, é importante que o diagnóstico seja feito ainda nos primeiros sintomas e o tratamento ser iniciado o quanto antes, promovendo assim maior eficácia e menor risco de sequelas”, afirma o Dr. Figueira.


Com o intuito de estimular o apoio aos pacientes e alertar sobre a importância do diagnóstico precoce, o Cinemark do Botafogo Praia Shopping e o BarraShopping receberão o movimento #MúltiplasRazões, que irá proporcionar ao público uma experiência de realidade virtual para simular alguns sintomas da EM. A atividade apresentará um espaço com informações sobre a doença e ofertará a possibilidade de se vivenciar os sinais da esclerose múltipla, por meio da realidade virtual. O Cinemark contará, ainda, com um banco personalizado, oferecendo um “lugar para sentar”, que mostrará, de forma lúdica, como a fadiga atinge o paciente com esclerose múltipla. A ação contará com apoio do BCTRIMS, da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), das ONGs Movimento dos Portadores de Esclerose Múltipla (MOPEM), Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME), Associação Mineira de Apoio aos Portadores de Esclerose Múltipla (AMAPEM), Associação Goiana de Esclerose Múltipla (AGEM), da Roche Farma Brasil e de especialistas. Para mais informações acesse: www.multiplasrazoes.com.br

 

A atividade no Cinemark foi comercializada pela FLIX Media, maior canal de cinemada América do Sul.

Serviço
VR
- De 15 a 20 de agosto no BarraShopping - Av. das Américas, 4666 - Barra da Tijuca,
Rio de Janeiro


VR e banco
- De 23 a 29 de agosto no Cinemark do Botafogo Praia Shopping - Praia de Botafogo, 400 - Botafogo, Rio de Janeiro - RJ


Referência:
1. Associação Brasileira de Esclerose Múltipla – ABEM

 

Sobre a esclerose múltipla

A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica que afeta cerca de 35 mil pessoas no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla – ABEM, para a qual não há cura. EM ocorre quando o sistema imunológico ataca anormalmente o isolamento em torno de células nervosas (bainha de mielina) no cérebro, medula espinhal e nervos ópticos, causando inflamação e danos consequentes. Este dano pode causar uma ampla gama de sintomas, incluindo fraqueza muscular, fadiga e dificuldade visual, e pode, eventualmente, levar à deficiência. A maioria das pessoas com EM são mulheres e experimentam seu primeiro sintoma entre 20 e 40 anos de idade, tornando a doença a principal causa de incapacidade não-traumática em adultos mais jovens.

A EM remitente recorrente é a forma mais comum da doença, aproximadamente 85% dos diagnosticados, e caracteriza-se por episódios de sinais ou sintomas novos ou agravados (recorrências), seguidos de períodos de recuperação. A maioria dos pacientes desta forma da doença irá, eventualmente, fazer transição para EM secundária progressiva, em que eles experimentam agravamento contínuo da deficiência ao longo do tempo.

Já a EM primária progressiva, a forma mais debilitante da doença, é marcada por sintomas que se agravam de forma constante, mas tipicamente sem recorrências distintas ou períodos de remissão. Aproximadamente 15% dos pacientes com esclerose múltipla diagnosticada, têm a forma progressiva da doença e, até agora, não havia nenhuma terapia aprovada.

A atividade da doença consiste em inflamação no sistema nervoso e perda permanente de células nervosas no cérebro e medula espinhal, mesmo quando seus sintomas clínicos não são aparentes ou não parecem estar piorando. O objetivo do tratamento é reduzir a atividade da doença para impedir que a incapacidade progrida.