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Quase 70% dos baianos não sabem que o tratamento da Esclerose Múltipla é realizado pelo SUS

A doença, frequentemente relacionada a idosos, é a principal causa de incapacidade física não traumática de jovens adultos no Brasil

Pesquisa realizada pelo instituto Datafolha aponta que 54% dos baianos nunca ouviram falar sobre a Esclerose Múltipla, doença que atinge 35 mil brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla - ABEM. Encomendado pela Roche Farma Brasil, líder mundial em inovação em saúde, o estudo questionou a população sobre o grau de conhecimento da doença e de informações relacionadas. A patologia, sem cura ou prevenção, é caracterizada pelo ataque das células de defesa do corpo ao sistema nervoso.

Os números revelam que, para mais de 80% dos baianos, a chance de cura aumenta com o diagnóstico inicial e quase metade deles atrela a doença a pessoas com mais de 60 anos. “A realidade é outra, a esclerose múltipla afeta jovens adultos de 20 a 40 anos sendo, principalmente, mulheres e pode ser tratada, apesar de não ter cura. Tratamentos cada vez mais eficientes e assertivos são desenvolvidos e disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde, proporcionando mais controle e qualidade de vida pessoal, profissional e acadêmica, ao paciente”, afirma o Dr. André Luíz Muniz Alves Dos Santos do Hospital São Rafael e Clínica Amo.

Diferente do que pensam 61% dos baianos, que consideram que o paciente deva ficar em casa. Ao serem questionados, eles também informaram acreditar que os tratamentos do setor privado são mais eficazes, 66%, ainda que o uso do SUS seja mais comum na região, utilizado por 73% da população do Estado da Bahia.

Dados comprovam que o desconhecimento colabora para a dificuldade do diagnóstico e tratamento, além de reforçar o preconceito enfrentado pelos pacientes. Os sintomas inespecíficos também tornam o cenário ainda mais preocupante, já que incluem, embora não se limitem a, fadiga imprevisível ou desproporcional à atividade realizada, visão dupla ou embaçada, problemas de equilíbrio e coordenação, sensação de queimação ou formigamento, perda da memória - ainda que seja um sintoma tardio - e transtornos emocionais.

“Esses sintomas são facilmente confundidos com outras doenças, como estresse e cansaço, ambos fatores extremamente presentes na vida dos jovens. Somado a isso, o fato de que muitas vezes, ao sentir um dos sinais, o paciente não vai ao médico nem dá importância após o surto” afirma o especialista. Este é outro dado refletido na pesquisa, já que 71% dos baianos nunca foram ao neurologista, especialidade referência para realizar o diagnóstico.

“Por isso é importante ressaltar que, ao sentir os sintomas, o paciente deve procurar um neurologista que o encaminhará para a realização de uma ressonância magnética e poderá diagnosticar a doença de forma certeira. Então, juntos, eles poderão decidir qual é a terapia mais indicada”, finaliza Dr. André.

Com o intuito de estimular o apoio aos pacientes e alertar sobre a importância do diagnóstico precoce, o Cinemark do Shopping da Bahia receberá o movimento #MúltiplasRazões, que irá proporcionar ao público uma experiência de realidade virtual para simular alguns sintomas da EM. A atividade apresentará um espaço com informações sobre a doença e ofertará a possibilidade de se vivenciar os sinais da esclerose múltipla, por meio da realidade virtual. O local contará, ainda, com um banco personalizado, oferecendo um “lugar para sentar”, que mostrará, de forma lúdica, como a fadiga atinge o paciente com esclerose múltipla.

A ação contará com apoio do BCTRIMS, da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), das ONGs Movimento dos Portadores de Esclerose Múltipla (MOPEM), Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME), Associação Mineira de Apoio aos Portadores de Esclerose Múltipla (AMAPEM), Associação Goiana de Esclerose Múltipla (AGEM), da Roche Farma Brasil e de especialistas. Para mais informações acesse: www.multiplasrazoes.com.br

A atividade no cinema foi comercializada pela FLIX Media, maior canal de cinema da América do Sul.

Serviço
VR e banco
- De 16 a 22 de agosto no cinema do Shopping da Bahia – Av. Tancredo Neves, 148, Caminho das Árvores – Salvador

 

Referência:

1.     Associação Brasileira de Esclerose Múltipla – ABEM

 

Sobre a esclerose múltipla

A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica que afeta cerca de 35 mil pessoas no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla – ABEM, para a qual não há cura. EM ocorre quando o sistema imunológico ataca anormalmente o isolamento em torno de células nervosas (bainha de mielina) no cérebro, medula espinhal e nervos ópticos, causando inflamação e danos consequentes. Este dano pode causar uma ampla gama de sintomas, incluindo fraqueza muscular, fadiga e dificuldade visual, e pode, eventualmente, levar à deficiência. A maioria das pessoas com EM são mulheres e experimentam seu primeiro sintoma entre 20 e 40 anos de idade, tornando a doença a principal causa de incapacidade não-traumática em adultos mais jovens.

A EM remitente recorrente é a forma mais comum da doença, aproximadamente 85% dos diagnosticados, e caracteriza-se por episódios de sinais ou sintomas novos ou agravados (recorrências), seguidos de períodos de recuperação. A maioria dos pacientes desta forma da doença irá, eventualmente, fazer transição para EM secundária progressiva, em que eles experimentam agravamento contínuo da deficiência ao longo do tempo.

Já a EM primária progressiva, a forma mais debilitante da doença, é marcada por sintomas que se agravam de forma constante, mas tipicamente sem recorrências distintas ou períodos de remissão. Aproximadamente 15% dos pacientes com esclerose múltipla diagnosticados, têm a forma progressiva da doença e, até agora, não havia nenhuma terapia aprovada.

A atividade da doença consiste em inflamação no sistema nervoso e perda permanente de células nervosas no cérebro e medula espinhal, mesmo quando seus sintomas clínicos não são aparentes ou não parecem estar piorando. O objetivo do tratamento é reduzir a atividade da doença para impedir que a incapacidade progrida.