Por dentro da Roche

Esclerose múltipla afeta 2,5 milhões de pessoas no mundo

Doença não tem cura e pode afetar fala, visão, equilíbrio, força, controle dos membros e também transtornos cognitivos, emocionais e sexuais.

 

A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica e autoimune, ou seja, o próprio sistema imunológico da pessoa ataca o sistema nervoso central, interferindo na comunicação no cérebro e dele com o resto do corpo. Entretanto, ela não é uma doença fatal e muitos pacientes levam a vida normalmente. Não se sabe ainda o que causa a EM, mas acredita-se que é desencadeada, nas pessoas que têm propensão genética, por um ou mais fatores externos.

 

Esse mau funcionamento do sistema imunológico destrói a mielina, que é uma substância que protege as fibras nervosas no cérebro e na medula espinhal, como se fosse a parte isolante de um fio elétrico. Então, quando essa capa protetora é atacada, além do próprio nervo poder ser danificado, a fibra nervosa é exposta e as mensagens que transitam por ela podem ser retardadas ou bloqueadas.

 

Fatores que aumentam as chances de desenvolver esclerose múltipla

 

Embora não tenha um causa conhecida, evidências apontam que a combinação de vários fatores – genéticos e ambientais – leva ao desenvolvimento da esclerose múltipla. Entre os fatores ambientais, podem estar:

 

  • Vírus – infecções como pelo herpes vírus tipo 6 (HHV6), pelo vírus Epstein-Barr, pelo retrovírus endógeno humano (HERV) e pela Chlamydia pneumoniae;
  • Bactérias – alteração no amadurecimento do sistema imunológico pela exposição menor a bactérias e parasitas durante a infância;
  • Vitamina D - menor produção da substância pelo organismo por causa da falta de exposição ao sol;
  • Tabagismo – foi demonstrado que fumantes correm risco maior.

 

Mulheres têm o dobro de chances de desenvolver esclerose múltipla

 

Embora seja estudado há anos, não se sabe também o motivo da doença atacar mais as mulheres. Uma das possibilidades é que os hormônios sexuais femininos influenciem a doença, segundo estudos baseados nos sintomas relatados por mulheres durante os períodos de menstruação, gravidez e menopausa. Outra possibilidade apontada por pesquisadores é o fato das mulheres terem menos vitamina D do que os homens, o que poderia explicar a maior incidência nelas.

 

Existem vários tipos clínicos de esclerose múltipla

 

Para classificar a esclerose múltipla de um paciente em tipos clínicos, é preciso avaliar como a doença progrediu até o momento. Entretanto, mesmo depois que for classificada, não é possível assegurar exatamente como a EM vai se desenvolver dali para frente. De qualquer forma, os tipos clínicos são os seguintes:

 

  • Surto-Remissão – se manifesta em surtos seguidos por períodos de remissão, nos quais a pessoa se recupera totalmente ou parcialmente dos sintomas;
  • Secundária Progressiva – começa em surtos, há uma perda progressiva das funções com o tempo e, frequentemente, as recuperações são incompletas;
  • Primária Progressiva - não se manifesta em surtos, acontece uma perda progressiva das funções do corpo ao longo dos anos;
  • Benigna – parece com o Surto-Remissão no início, mas, mesmo depois de muitos anos, a incapacidade continua bem pequena ou quase não existe.

 

Esclerose múltipla tem sinais e sintomas característicos

 

Os sinais e sintomas da esclerose múltipla podem ser diferentes de uma pessoa para a outra e afetar a vida delas de várias formas ao longo do tempo. Por exemplo, é possível que eles incluam:

 

  • Membros - entorpecimento ou fraqueza em um ou mais membros - tipicamente em um lado do corpo de cada vez, ou nas pernas e no tronco – e pode acontecer formigamento ou dor em partes do corpo;
  • Movimentos - tremor, falta de coordenação ou marcha instável e sensação de choque elétrico ao fazer alguns movimentos com o pescoço, em especial ao dobrá-lo para frente;
  • Visão - perda parcial da visão - em um olho por vez geralmente -, pode doer ao movimentar os olhos e acontecer visão dupla prolongada;
  • Fala – arrastada;
  • Intestino e bexiga - problemas com as funções do intestino e bexiga;
  • Outros sintomas comuns – fadiga, tontura.

 

Como é feito o tratamento da esclerose múltipla

 

A esclerose múltipla é uma doença crônica, ou seja, não há cura para ela. Mas existe, sim, tratamento, que é feito da seguinte forma:

 

Recorrências - durante as manifestações características da esclerose múltipla - os “surtos” - são usados medicamentos específicos, que devem ser prescritos pelo neurologista.

 

Manutenção – depois que a fase aguda passa, é feito um tratamento com medicamentos para diminuir a chance de o sistema imunológico voltar a agredir o sistema nervoso central. Para isso, o neurologista faz uma avaliação para escolher a medicação mais adequada para cada caso.

 

Sintomas – são utilizados medicamentos para aliviar os sintomas que a esclerose múltipla pode causar. Eles são prescritos de acordo com o que a pessoa sentir, como fadiga, rigidez nas pernas e braços, dores etc. Também pode ser indicada fisioterapia.

 

É muito importante nunca tomar medicamentos por conta própria, pois as indicações podem mudar de caso para caso, de acordo com a progressão da doença, dos sintomas e até em função dos medicamentos que já foram utilizados.

 

E é justamente para buscar constantemente meios mais eficazes para tratar doenças, bem como para preveni-las e diagnosticá-las que a Roche trabalha. Ela é uma empresa global, pioneira em produtos farmacêuticos e de diagnóstico, dedicada a desenvolver avanços da ciência que melhorem a vida das pessoas.

 

Combinando as forças das divisões farmacêutica e diagnóstica, a Roche é líder em medicina personalizada – cujo objetivo é encontrar o tratamento certeiro para cada paciente, da melhor forma possível.