Por dentro da Roche

Entenda a pré-eclâmpsia e como o diagnóstico precoce pode evitar complicações na gravidez

Teste de biomarcadores auxilia médicos a monitorarem mulheres em risco de desenvolver a pré-eclâmpsia

  • Exame de sangue realizado a partir da 20º semana de gestação pode identificar precocemente mulheres em risco de desenvolver a doença considerada a principal causa de morte materna no mundo

Quando o momento da maternidade chega, o que mais se espera é poder passar por uma gestação tranquila e saudável para conquistar o tão esperado sonho de completar a família.  Para isso, é preciso prestar atenção aos sinais do corpo para garantir que tudo ocorra bem tanto para a mamãe como para o bebê. Manter as visitas médicas periódicas e estar com os exames em dia é fundamental para identificar situações desagradáveis que podem complicar a gravidez muito depois dos primeiros três meses de gestação, como a pré-eclâmpsia.

 

O que é a pré-eclâmpsia?

Apesar de ser pouco conhecida, é uma doença que ainda representa um grande impacto na saúde da mulher globalmente, sendo a principal causa de morte materna e partos prematuros no mundo. Caracterizada pelo aumento da pressão arterial (hipertensão) e dos níveis de proteína na urina (proteinúria) a partir da 20º semana de gestação, ela pode gerar complicações que colocam em risco a vida tanto da mamãe como a do bebê. Cerca de 15% dos partos prematuros e 42% das mortes maternas em países em desenvolvimento são causados pela doença[1]. Estima-se que, em países desenvolvidos, entre 2% a 8% das gestações sejam impactadas com doença e suas complicações[2]. No Brasil, a incidência pode chegar a 10%[3].

Quando não diagnosticada precocemente e controlada, pode provocar convulsões, acidente vascular cerebral, hemorragia, dano renal, insuficiência hepática e até morte. As causas da doença ainda não são totalmente estabelecidas, mas com o auxílio do exame de biomarcadores para pré-eclâmpsia já é possível identifica-la antes dos primeiros sinais clínicos.

 

Mulheres em risco

Entre os fatores de risco estão obesidade, histórico familiar, gestações no início da adolescência ou com idade superior a 40 anos, doença renal ou pressão arterial elevada. Eles podem aumentar as chances de a mulher desenvolver pré-eclâmpsia e é preciso compartilhar esse histórico com o médico desde a primeira consulta do pré-natal.

 

Exame de biomarcadores para a pré-eclâmpsia

Com o auxílio do exame de sangue realizado a partir da 20º semana de gestação, os médicos conseguem avaliar a relação de dois biomarcadores importantes para identificar o risco de desenvolver a doença: o fator de crescimento placentário (PlGF) e a tirosina quinase-1 (sFlt-1). Desta forma, é possível monitorar e melhorar o controle da  doença, possibilitando que o bebê possa se desenvolver com segurança até o momento adequado para o parto.

Ao identificar precocemente a doença, é possível proporcionar maior segurança e precisão no aconselhamento médico, evitando internações desnecessárias e garantindo um melhor atendimento durante o término da gestação.

Referências

[1] Verlohren, S., et al. (2010). Am J Obstet Gynecol 202 (161): e1-11

[2] Neto, CN.; Souza, ASR; Amorim, MMR. Tratamento da pré-eclâmpsia baseado em evidências. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v32n9/v32n9a08.pdf. Último Acesso em 20/06/2017

[3] DATASUS