A Roche avalia e adota, rapidamente, novas tecnologias que podem aprimorar sua capacidade de selecionar os compostos certos para futuros projetos, ou que possam ser usados na criação de novos e melhores testes diagnósticos. Novas tecnologias e áreas de pesquisa são a base da medicina atual e do futuro. Algumas delas surgiram apenas recentemente.
Abordagens terapêuticas baseadas em RNA
Através da aliança com a Alnylam, a Roche recentemente ganhou acesso a novas classes terapêuticas à base de ácido ribonucleico (RNA). Com o investimento global no Centro de Excelência em Terapias de RNA em Kulmbach, Alemanha, a Roche tem por foco atual a descoberta e o desenvolvimento de terapias que usam o princípio da interferência por RNA (RNAi) para tratamento de doenças oncológicas, respiratórias e metabólicas. Muitas doenças resultam da expressão de genes indesejados (infecções virais), mutações ou superexpressão gênica (várias doenças oncológicas). Com o domínio da RNAi, pode-se silenciar os genes-alvo antes que sejam produzidas as proteínas nocivas correspondentes. Em princípio, por meio da RNAi é possível silenciar qualquer tipo de gene, inclusive genes-alvo ainda "não-tratáveis com drogas". A tecnologia RNAi permite a identificação da doença em tempo muito mais curto que com outras tecnologias. Aplicando um esforço multidisciplinar global, a Roche está especialmente posicionada para superar os desafios do uso da siRNA, principal obstáculo à tecnologia RNAi. A Roche também firmou um acordo de cooperação com a Noxxon relativo a Spiegelmers. Spiegelmers são moléculas não naturais (D-RNA), biologicamente estáveis e não imunogênicas, que se ligam com alta afinidade e especificidade a um alvo extracelular, muito semelhantes a anticorpos. As substâncias desejadas podem ser rapidamente selecionadas em tubo de ensaio por processo evolutivo (1015 moléculas contra um alvo molecular). A Roche também explora outras abordagens terapêuticas baseadas em RNA.
Marcadores biológicos – rumo à Medicina Personalizada
Detecção precoce da artrite reumatóide por marcadores biológicos
Os biomarcadores são indicadores objetivos que servem para distinguir processos de doença de processos biológicos normais ou avaliar a resposta a uma droga ou tratamento. No processo de P&D farmacêutico, muitos biomarcadores diferentes são usados para vários fins.
Os tipos e aplicações dos biomarcadores cobrem um amplo espectro na área da saúde:
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Biomarcadores para avaliação de risco permitem calcular a probabilidade de um indivíduo desenvolver uma determinada doença.
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Biomarcadores para indicação mais precoce e específica da toxicidade de um composto.
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Biomarcadores para prognóstico fornecem informações sobre o provável curso da doença.
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Biomarcadores para estratificação por resposta provável à droga permitem que o médico identifique a melhor escolha terapêutica para o paciente
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Biomarcadores para monitoramento informam precocemente se o tratamento está funcionando ou se a doença está voltando a aparecer.
Exemplos:
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A pressão arterial é um marcador de hipertensão.
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Herceptin® (trastuzumabe), por exemplo, foi desenvolvido para tratar com eficácia as pacientes com câncer de mama cujo tumor seja positivo para o HER2, um traço genético específico.
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No caso dos pacientes com HIV, o monitoramento da carga viral, ou seja, do número de vírus no sangue, é um biomarcador efetivo. Ele é aceito pelas autoridades de saúde como uma medida significativa em estudos clínicos de drogas novas, como Fuzeon® (enfuvirtida), que combate o HIV antes que ele entre nas células sadias. A combinação do uso de uma droga eficaz com um bom biomarcador é especialmente importante em pacientes com poucas opções terapêuticas.
Os marcadores podem ser descobertos, desenvolvidos e validados por meio de diversas novas e promissoras tecnologias, que vão desde a genômica e a proteômica até recursos de imagem. Na Roche, essas ferramentas foram implantadas e são amplamente utilizadas em todas as divisões e por várias funções.
Faz parte da estratégia da Roche o foco sistemático na Medicina Personalizada, um campo no qual os biomarcadores são essenciais. O exemplo mais comumente citado de Medicina Personalizada é o uso do Herceptin® (trastuzumabe) e seu teste diagnóstico combinado, para identificar o marcador HER2.