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Eletroquimioluminescência: tecnologia para medição e detecção de Imunoensaiosanos luz à frente

 

A hemoterapia, no Brasil e no mundo, tem se caracterizado pelo desenvolvimento e adoção de novas tecnologias objetivando minimizar os riscos transfusionais, especialmente quanto à prevenção da disseminação de agentes infectocontagiosos Para se obter segurança dos produtos sanguíneos a serem utilizados em transfusões, rígidos parâmetros de qualidade devem ser seguidos. Entende-se por segurança transfusional o conjunto de medidas quantitativas e qualitativas adotadas que vise um menor risco aos doadores e receptores de sangue, além da garantia de estoques estratégicos de sangue capazes de atender à demanda transfusional. Os testes sorológicos a serem utilizados para a triagem das unidades coletadas devem ter alta sensibilidade e, quando possível, alta especificidade.

Nos últimos anos ocorreram desenvolvimentos e melhorias significativas nos princípios de medição e sistemas de imunoensaio.  A utilização do sistema Estreptavidina- Biotina tem provado ser uma ferramenta poderosa para os ensaios utilizando a tecnologia de Eletroquimioluminescência. Esse conceito é baseado no princípio de captura Estreptavidina- Biotina para a fixação indireta de anticorpos ou antígenos na fase sólida.

A Eletroquimioluminescência consiste num processo de reações químicas que geram luminescência a partir de um estímulo elétrico.  O desenvolvimento de imunoensaios utilizando a tecnologia de Eletroquimioluminescência baseia-se na utilização de um complexo de ruténio[Ru(bpi)3]2+ e tripropilamina (TPA). O produto quimioluminescente final é formado durante o passo de detecção.

As reações quimioluminescentes que conduzem à emissão de luz a partir do complexo de ruténio são iniciadas elétricamente, em vez de quimicamente. Tal obtém-se aplicando uma voltagem aos imunocomplexos (incluindo o complexo de ruténio) que se encontram ligados a micropartículas revestidas por estreptavidina. A vantagem de iniciar a reação quimioluminescente eletricamente reside no fato de ser possível controlar, com rigor, toda a reação.
Na Quimioluminescência a reação é iniciada quimicamente e envolve a oxidação de um composto orgânico como luminol, hidrólise de ésteres ou luciferina por um oxidante (água oxigenada, hipoclorito,oxigênio). A luz é emitida a partir do produto instável formado na reação de oxidação. Estas reações ocorrem na presença de catalisadores, tais como enzimas (fosfatase alcalina, peroxidase), ou complexos de íons metálicos e hemina.

O complexo de Rutênio possui a característica de se regenerar proporcionando a amplificação do sinal, isto é uma única molécula de Rutênio tem a capacidade de liberar vários fótons de luz, aumentando a sensibilidade do ensaio.

A Eletroquimioluminescência funciona, em linhas gerais da seguinte forma (ensaio com princípio “sanduíche”):

  • Os diferentes componentes da reação são misturados e incubados
  • Os compostos marcados com Rutênio e Biotina e as micropartículasparamagnéticas são ligadas ao analito que se quer medir
  • A reação é transferida para a célula de medição
  • Um ímã é usado para fixar as micropartículas paramagnéticas na superfície do eletrodo
  • O eletrodo gera um sinal elétrico que é usado para iniciar a reação entre Rutênio e TPA (ProCell)
  • A reação gera luz. Esta luz é emitida em um sinal contínuo erápido
  • A luz é medida e o sinal é proporcional à concentração do analito que se quer medir na amostra

Portanto, a eletroquimioluminescência consiste numa tecnologia altamente inovadora que oferece grandes vantagens quando comparada a outras técnicas de detecção:

  • A marcação não isotópica extremamente estável permite a conveniência da utilização de reagentes líquidos.
  • A maior sensibilidade, em combinação com períodos de incubação curtos, traduz-se em ensaios de elevada qualidade e num tempo de processamento extremamente rápido.
  • Intervalos de medição amplos, de cinco ordens de magnitude, minimizam a necessidade de diluições e repetições, reduzindo o tempo de manipulação e os custos com reagentes.
  • Aplicável para a detecção de todos os analitos, facultando uma plataforma sólida para expansão do menu.

Para mais informações envie email para sandra.andreo@roche.com. 

A Roche lançou na Europa, durante o último Congresso da ISBT em Lisboa, o teste cobas® TaqScreen MPX versão 2.0 para uso no sistema cobas s 201, tornando os testes NAT mais seguros como nunca.

 

Resultado do programa global da Roche em monitorar bancos de dados de genomas virais, com a finalidade de rastrear possíveis alterações que podem ocorrer em sequências virais, esta nova versão do teste foi reformulada para incluir o maior número possível de sequências virais recentes, aumentando a inclusão de novos alvos e a segurança dos resultados obtidos.

 

O MPX versão 2.0, que está em processo de registro no Brasil, oferece maior sensibilidade, sendo o único teste comercialmente disponível que oferece resolução simultânea do alvo viral em um sistema totalmente automatizado, eliminando a necessidade de testes adicionais das doações positivas com redução do volume de amostra necessário para os testes.

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