Farmacêutica

Carne vermelha e câncer

Consumo prolongado de carne vermelha aumenta a predisposição para o desenvolvimento de câncer, indicam pesquisas

Carne vermelha e câncer

O consumo de carne vermelha, grupo que inclui as carnes de boi, porco, cordeiro e carneiro, tem sido associado ao desenvolvimento de câncer. Embora não existam estudos conclusivos com seres humanos a respeito do assunto, pesquisas têm mostrado que animais que consomem este tipo de carne ao longo de vários anos têm maior probabilidade de desenvolver tumores de fígado, pulmão e estômago. Em 2007, uma pesquisa realizada pelo governo dos EUA, que acompanhou 500 mil pessoas entre 50 a 71 anos de idade durante 8 anos, indicou um aumento de 24% no risco para o desenvolvimento de câncer de intestino entre consumidores que tinham o hábito de consumir carne vermelha (1).

Outros estudos afirmam que é o modo de preparar, e não propriamente a carne, o responsável pelo aumento do risco de câncer. Carnes “bem passadas” e tostadas, preparadas sob altas temperaturas, produzem substâncias cancerígenas (2).

Mais recentemente, uma pesquisa realizada nos EUA trouxe um pouco mais de luz ao assunto. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, demonstrou que certas formas de uma substância conhecida como ácido siálico não-humano, presente na carne vermelha, pode provocar um processo inflamatório que predispõe ao câncer (3).

Enquanto a comunidade científica não chega a um consenso sobre o assunto, a recomendação dos especialistas é limitar a participação da carne vermelha na dieta do dia-a-dia. O World Cancer Research Fund, órgão norte-americano para a prevenção do câncer, recomenda o consumo por pessoa de até 500 gramas por semana (2).

 

Referências