Subtipos de linfoma:
você conhece a diferença?

O linfoma não Hodgkin (LNH) é um tipo de câncer no sangue que começa nas células brancas do sangue chamadas linfócitos, que são componentes importantes do sistema imunológico.1 Existem mais de 60 tipos diferentes de LNH,2 que também pode ser classificado como indolente (de crescimento lento) ou agressivo (de crescimento rápido), dependendo da rapidez de crescimento do câncer.1 Dois dos tipos mais comuns, o linfoma folicular e o linfoma difuso de grandes células B (LDGCB), são muito diferentes em termos de como, quando e onde se desenvolvem, e como são tratados.

Quais são os subtipos mais comuns de LNH?

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Linfoma folicular
Linfoma difuso de
grandes células B
O LDGCB é a forma mais comum de LNH agressivo, correspondendo a 30% dos novos casos diagnosticados de LNH. No mundo inteiro, isso equivale a aproximadamente 120 mil pessoas diagnosticadas a cada ano com esse subtipo. 3,4
O linfoma folicular é a forma mais comum de linfoma indolente, correspondendo a cerca de 20% dos novos casos diagnosticados de LNH. No mundo inteiro, isso equivale a aproximadamente 85 mil pessoas diagnosticadas a cada ano com esse subtipo. 3,4

Quais são as diferenças nas células cancerosas entre os subtipos?

Linfoma folicular
Linfoma difuso de
grandes células B
O LDGCB é um tipo de linfoma de células B. É chamado difuso porque as células cancerosas se espalham dentro do tumor, destruindo a estrutura normal do linfonodo. 6
O linfoma folicular é um tipo de linfoma de células B. É chamado folicular porque as células cancerosas tendem a se agrupar formando círculos, conhecidos como folículos, nos linfonodos. 5

Com que rapidez a doença progride?

Linfoma folicular
Linfoma difuso de
grandes células B
O LDGCB é caracterizado como agressivo porque avança rapidamente e, invariavelmente, torna-se fatal se não for imediatamente tratado. 8 Se o LDGCB não for tratado, a mediana de sobrevida é de menos de um ano. 9
O linfoma folicular é uma forma indolente de LNH, o que significa que cresce lentamente. Os pacientes com linfoma folicular podem sobreviver muitos anos e nem sempre precisam de tratamento imediato se não apresentarem sintomas. 7

Quando é feito, geralmente, o diagnóstico?

Linfoma folicular
Linfoma difuso de
grandes células B
Devido à natureza agressiva do LDGCB, sintomas como linfonodos aumentados costumam aparecer precocemente. Cerca de 40% dos pacientes são diagnosticados nos estágios iniciais da doença, quando o prognóstico é melhor. 8
Os sintomas do linfoma folicular costumam se manifestar gradualmente e, portanto, podem passar despercebidos pelos pacientes; o resultado é que 80% dos pacientes são diagnosticados nos estágios avançados da doença. 10

Qual é o curso evolutivo da doença?

Linfoma folicular
Linfoma difuso de
grandes células B
O LDGCB no início é altamente responsivo ao tratamento e pode ser curado em 60% dos casos. 12 Pacientes que recidivam têm sobrevida curta, mas os que respondem ao tratamento e permanecem livres de progressão da doença por dois anos têm uma expectativa de vida semelhante à de pessoas saudáveis da mesma idade. 12,13
Embora a maioria dos pacientes responda ao tratamento inicial, o linfoma folicular costuma recorrer e se torna mais difícil de ser tratado após cada recidiva. 11 A recidiva pode ocorrer em qualquer momento, mesmo depois de vários anos em remissão.

Qual é a necessidade clínica não atendida?

Linfoma folicular
Linfoma difuso de
grandes células B
A meta do tratamento do LDGCB é a cura dos pacientes. São necessárias novas opções terapêuticas para aumentar as taxas de cura iniciais e melhorar os resultados no longo prazo para os pacientes que não respondem à terapia inicial. 15
Não existe cura, no momento, para o linfoma folicular. A meta do tratamento é prolongar o tempo até a doença voltar. Para melhorar os resultados no longo prazo, são necessárias opções terapêuticas que minimizem os sintomas e mantenham os pacientes em remissão por mais tempo. 14

References

  • 9. Rovira J, et al. Prognosis of patients with diffuse large B cell lymphoma not reaching complete response or relapsing after frontline chemotherapy or immunochemotherapy. Ann Hematol. 2015;94:803-12.
  • 10. Salles GA. Clinical features, prognosis and treatment of follicular lymphoma. Hematology Am Soc Hematol Educ Program. 2007;1:216-25.
  • 11. University of Maryland Medical Center. Non-Hodgkin’s lymphoma. Available at: http://umm.edu/health/medical/reports/articles/nonhodgkins-lymphoma. Last accessed November 2016.
  • 12. Maurer MJ, et al. Event-free survival at 24 months is a robust end point for disease-related outcome in diffuse large B-cell lymphoma treated with immunochemotherapy. J Clin Oncol. 2014;32:1066-73.
  • 13. Vaidya R & Witzig TE. Prognostic factors for diffuse large B-cell lymphoma in the R(X)CHOP era. Ann Oncol. 2014;25:2124-33.
  • 14. Fowler N. Role of maintenance rituximab (Rituxan) therapy in the treatment of follicular lymphoma. Pharmacy and Therapeutics. 2011;36:590-8.
  • 15. Dotan E, et al. Impact of rituximab (Rituxan) on the treatment of B-cell non-hodgkin’s lymphoma. Pharmacy and Therapeutics. 2010;35:148-57.