Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, cerca de metade dos brasileiros não sabem o que é esclerose múltipla, 45% acham que é uma doença típica do envelhecimento e 36% que é hereditária. Apesar de ser, na verdade, crônica e  atingir  adultos jovens entre 20 e 40 anos, na sua maioria mulheres.

A pesquisa, encomendada pela Roche Farma Brasil, líder mundial em inovação em saúde, comprova o cenário que os especialistas enfrentam diariamente ao dar o diagnóstico. “Ao ouvir que tem esclerose múltipla, o paciente vê a si mesmo como um velhinho, incapaz e ‘esclerosado’”, conta Dr. Jefferson Becker, presidente do Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla e Doenças Neuroimunológicas (BCTRIMS). “Para mudarmos esse cenário, é importante falarmos da doença o ano todo ", explica.

Segundo o Dr. Jefferson, existem outros mitos relacionados à doença que precisam ser quebrados, são eles:

 

Mito - Esclerose é coisa de idoso

Mito - A esclerose múltipla é única em todas as pessoas

Mito - Uma pessoa com esclerose múltipla deve parar de trabalhar

A verdade - Os diagnosticados com esclerose múltipla se encontram na fase mais ativa da vida, entre 20 a 40 anos, sendo uma das principais causas de incapacidade não traumática em adultos jovens e são, em sua maioria, mulheres.

A verdade - Existem 2 tipos de esclerose múltipla a forma remitente, mais comum e caracterizada por surtos, e a primaria progressiva, tipo mais agressivo da doença.

A verdade - Ter esclerose múltipla não precisa necessariamente ser um um fator limitante do dia a dia . Quando tratado corretamente, o paciente pode ter vida pessoal, profissional e acadêmica normal.

Mito - Mas ninguém da minha família tem, eu não vou ter

Mito - Esclerosado é aquele que perdeu a memória

Mito - Com o diagnóstico precoce, EM tem cura

A verdade - A esclerose múltipla (EM) não está associada à hereditariedade ou genética.. Por exemplo, no caso de um gêmeo idêntico ter EM, a chance de seu irmão gêmeo também ter a doença é de somente 33%.

A verdade - Este é um dos maiores preconceitos enfrentados , pois isso não significa que ele que sofra de alguma demência; Os primeiros sintomas podem ser desde visão dupla ou embaçada até perda de equilíbrio, tremores, vertigens, falta de coordenação,fraqueza, formigamentos.

A verdade - A esclerose múltipla não tem cura, entretanto o risco de progressão pode ser controlado com medicamentos apropriados. O rápido diagnóstico e o tratamento precoce são fundamentais para a redução do risco da progressão da doença.