Media Release

São Paulo, 05.08.2019

Esclerose Múltipla: doença afeta mais de 35 mil brasileiros e é lembrada durante o mês de agosto

Palestras, congressos e eventos alertam sobre os sintomas e reforçam a importância do diagnóstico precoce e acesso ao tratamento

Em 30 de agosto comemora-se o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, data que busca disseminar o conhecimento sobre a doença que atinge em torno de 35 mil pessoas no Brasil e 2,5 milhões no mundo. A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica, sem causa determinada, em que as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando a perda de mielina, uma substância cuja função é fazer com que o impulso nervoso percorra os neurônios de forma rápida.

A esclerose múltipla pode se manifestar em qualquer fase da vida, mas a faixa etária mais atingida é entre 20 e 40 anos e, atualmente, é a principal doença incapacitante entre jovens.

Apesar de não ter cura, a EM tem tratamento medicamentoso, cujos objetivos são o controle dos sintomas e a redução da incapacidade e progressão. Entretanto, ainda não é possível regredir o curso da doença e é necessário que o diagnóstico seja precoce para reduzir e minimizar as lesões. Mas nem sempre é fácil identificar os sintomas já que estes aparecem com intervalos e variam amplamente de paciente para paciente. Dentre os mais comuns estão fadiga imprevisível ou desproporcional à atividade realizada, perda de força e espasmos musculares, alterações fonoaudiológicas, como fala lenta, palavras arrastadas, voz trêmula e dificuldade para engolir; visão dupla ou embaçada; problemas de equilíbrio e coordenação; sensação de queimação ou formigamento em alguma parte do corpo e de aparecimento espontâneo; perda de memória e raciocínio, transtornos emocionais e problemas vesicais e sexuais, como perda de libido e sensibilidade.

Além de tratamento químico, o acompanhamento médico, de um neurologista, conciliado com exercícios de alongamento e fortalecimento dos músculos ajudam na qualidade de vida dos pacientes.

 

Ações de conscientização no mês de agosto

Ampliar o acesso à saúde e promover a transformação social é o foco da Roche Farma, que apoia uma série de ações educativas e de inclusão sobre esclerose múltipla no mês de agosto. São elas:

 

  • Mercado de trabalho: Um ponto importante relacionado a esclerose múltipla é a empregabilidade dos pacientes. Dentre os sintomas, a fadiga e dores musculares são os maiores impeditivos para que o profissional permaneça no trabalho. Diante disso, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan/SESI), em parceria com a Roche Farma, apresentará no dia 22 de agosto, uma pesquisa sobre a empregabilidade das pessoas que são acometidas pela doença. O evento será realizado na Casa Firjan - RJ, das 13h às 17h, apenas para convidados. Na agenda serão debatidos temas como políticas públicas de saúde, impacto da EM no Sistema Previdenciário, novos tratamentos, entre outros.
  • XX Congresso Brasileiro de Esclerose Múltipla e Neuromielite óptica: Em sua vigésima edição, o BCTRIMS – Brazilian Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis - é a maior conferência sobre esclerose múltipla na América Latina que conta anualmente com palestrantes internacionais e pesquisadores brasileiros e latino-americanos para discutir a evolução dos conceitos, as novas terapias promissoras emergentes e a ampliação do atendimento multidisciplinar. Será realizado entre os dias 21 e 24 de agosto, no WTC, em São Paulo. Abaixo os destaques da agenda:

 

  • 22/08 - 12h às 13h: Simpósio Roche "Disease Progression - What the eyes do not see, the patient feels"
    Os especialistas Anthony Traboulsee e Vanessa Daccah falam sobre a progressão da doença. Traboulsee é professor e pesquisador do MS Society of Canada na University of British Columbia in Vancouver. Vanessa Daccah é a neurologista responsável pelo ambulatório de Doenças Desmielinizantes do sistema nervoso central (Esclerose Múltipla, Neuromielite Óptica e doenças correlatas) do Hospital das Clínicas.
  • 23/08 - 12h às 13h: Simpósio Roche "NMOSD management: new treatment perspectives"
    As novas perspectivas de tratamento são tema de painel com Jacqueline Pallace (UK) e Marco Aurélio Lana-Peixoto. Jacqueline Pallace é coordenadora do Grupo de Esclerose Múltipla e Neuromielite da Universidade de Oxford. Lana-Peixoto é professor da Universidade Federal de Minas Gerais e coordenador do Departamento de Neuro-Oftalmologia e do Centro de Investigação e Tratamento da Esclerose Múltipla da Universidade Federal de Minas Gerais (CIEM UFMG). Também é fundador e presidente do Brazilian Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis (BCTRIMS).

 

  • Desfile The Paradise Rio: Criadas por Thomaz Azulay e Patrick Doering, as peças da The Paradise têm edição limitada e vêm numeradas à mão. A marca desenvolveu uma estampa especial para uma camiseta, em prol do movimento “Múltiplas Razões”, campanha da Roche sobre conscientização da esclerose múltipla. Na noite de 12/9, haverá um desfile no Hotel Fairmont, em Copacabana/RJ, no qual o público presente poderá vivenciar os sintomas de uma pessoa com EM, por meio de realidade virtual, no estande da Roche.

 

Sobre a esclerose múltipla

A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica que afeta cerca de 35 mil pessoas no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla – ABEM, para a qual não há cura. EM ocorre quando o sistema imunológico ataca anormalmente o isolamento em torno de células nervosas (bainha de mielina) no cérebro, medula espinhal e nervos ópticos, causando inflamação e danos consequentes. Este dano pode causar uma ampla gama de sintomas, incluindo fraqueza muscular, fadiga e dificuldade visual, e pode, eventualmente, levar à deficiência. A maioria das pessoas com EM são mulheres e experimentam seu primeiro sintoma entre 20 e 40 anos de idade, tornando a doença a principal causa de incapacidade não-traumática em adultos mais jovens.

A EM remitente recorrente é a forma mais comum da doença, aproximadamente 85% dos diagnosticados, e caracteriza-se por episódios de sinais ou sintomas novos ou agravados (recorrências), seguidos de períodos de recuperação. A maioria dos pacientes desta forma da doença irá, eventualmente, fazer transição para EM secundária progressiva, em que eles experimentam agravamento contínuo da deficiência ao longo do tempo.

Já a EM primária progressiva, a forma mais debilitante da doença, é marcada por sintomas que se agravam de forma constante, mas tipicamente sem recorrências distintas ou períodos de remissão. Aproximadamente 15% dos pacientes com esclerose múltipla diagnosticada, têm a forma progressiva da doença e, até agora, não havia nenhuma terapia aprovada.

A atividade da doença consiste em inflamação no sistema nervoso e perda permanente de células nervosas no cérebro e medula espinhal, mesmo quando seus sintomas clínicos não são aparentes ou não parecem estar piorando. O objetivo do tratamento é reduzir a atividade da doença para impedir que a incapacidade progrida.

 

 

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