Media Release

Brasília, 22.09.2015

Movimento #VaiPorMim mobiliza a família para prevenção do câncer de intestino

22/09/2015

Terceiro tipo mais frequente em homens e o segundo em mulheres no Brasil¹[1], o câncer de intestino acomete uma a cada três pessoas com mais de 50 anos. Se descoberto precocemente, pode ser curável, mas infelizmente como muitos pacientes são diagnosticados tardiamente, a doença ainda é fatal em 43% dos casos¹.

Por conta disso, a Associação Brasileira de Prevenção ao Câncer de Intestino – ABRAPRECI apoia o Movimento #VaiPorMim, que tem o objetivo de sensibilizar a sociedade para a seriedade do câncer de intestino, engajando a família na prevenção e diagnóstico precoce. Trata-se de uma iniciativa da Johnson & Johnson Medical Brasil e Roche, com apoio da ABRAPRECI, Sociedade Brasileira de Proctologia e NewContent.

Focada nas mídias digitais, #VaiPorMim aborda o tema de forma simples e interativa, com histórias reais de famílias que passaram pelo câncer de intestino. O Movimento convida a população a gravar um vídeo incentivando aqueles que amam a cuidar da saúde fazendo exames preventivos, como a colonoscopia, e buscando o diagnóstico precoce. O vídeo estará disponível no site www.movimentovaipormim.com.br e, por meio de um aplicativo, é possível compartilhamento de uma mensagem gravada nas redes sociais, além de fotos customizadas.

“O câncer é uma doença que atinge não só o paciente, mas a todos a sua volta. No caso da neoplasia de intestino, quanto antes a doença for identificada melhores as chances do tratamento e de cura. Por isso, vamos sensibilizar as pessoas por meio da única voz que elas escutam: a da própria família”, ressalta a Dra. Angelita Gama, presidente da ABRAPRECI e especialista no tratamento do câncer de intestino.

No vídeo de divulgação da campanha, familiares de pacientes contam emocionados como foi enfrentar o diagnóstico do câncer de intestino e apoiar quem tanto amam em um momento difícil. “Foi bem duro, com filhos tão pequenos e tanta incerteza do futuro. Você pensar em um câncer, com menos de 40 anos, cai na vida do casal como uma bomba”, relata Antônio Sérgio, marido da Adriana, que descobriu o câncer em 2009, aos 39 anos. Após sentir muitas dores abdominais, o médico sugeriu uma colonoscopia que detectou a doença. Sabendo da gravidade do tumor, Adriana pediu ao pai que também fizesse o exame: deu positivo. Ele iniciou o tratamento e, como a filha, conseguiu se livrar da doença. Histórias como essa, poderiam ter desfechos infelizes, caso o câncer não tivesse sido descoberto precocemente.

“Convidamos todos os brasileiros a se juntarem a nós nessa iniciativa e gravarem seus próprios vídeos fazendo esse apelo de cuidado pela família e, ao compartilhá-los, utilizar #VaiPorMim”, reforça Dra. Angelita.

Prevenção

A prevenção deve aliar os exames diagnósticos de rotina à alimentação saudável. Para esse tipo de câncer, uma dieta rica em alimentos de origem vegetal é um fator que inibe o desenvolvimento. De acordo com os especialistas, o consumo exagerado de carne vermelha e bebida alcoólica, baixa ingestão de cálcio, obesidade e falta de exercícios físicos são alguns dos fatores que aumentam o risco de desenvolvimento dessa doença.

Diagnóstico e tratamento

Geralmente os tumores do intestino começam por pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Ao realizar um exame preventivo e identificar esses pólipos, o médico pode fazer a remoção antes deles se tornarem malignos e, futuramente, se espalharem para outros órgãos.

Esse exame, conhecido como colonoscopia ou endoscopia baixa, permite que o médico analise o interior de todo o intestino grosso do paciente. Caso seja encontrado algum pólipo ou outra anormalidade, o aparelho faz a retirada desses tecidos para análise em laboratório. O exame é indicado para todas as pessoas a partir dos 50 anos, caso não exista histórico da doença na família.

Alguns sintomas podem alertar o paciente de uma anormalidade no intestino. “É preciso ficar atento a qualquer mudança no hábito intestinal, incluindo diarreia ou constipação ou uma alteração na consistência das fezes; sangramento retal ou sangue nas fezes; desconforto abdominal persistente, como cólicas, dor ou gases; sensação de que o intestino não se esvazia completamente; fraqueza ou fadiga e perda de peso sem explicação”, alerta o Dr. Ronaldo Salles, médico proctologista e presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, até setembro de 2015.

De acordo com o especialista, o tratamento para o câncer colorretal pode ser feito por meio da cirurgia e de tratamentos medicamentosos como quimioterapia, radioterapia e, em alguns casos, uso de terapia-alvo. “No caso da cirurgia, é retirada parte do intestino em que está localizado o tumor, assim como os linfonodos ou gânglios linfáticos. É por meio da análise desses gânglios que fazemos o estadiamento do câncer”, explica Dr. Salles. Além da cirurgia, outros tratamentos são associados e variam para cada paciente:

Quimioterapia: é o tratamento medicamentoso que combate as células cancerígenas e pode ser feito antes do tratamento cirúrgico e após a cirurgia de acordo com o resultado da biópsia.

Radioterapia: são radiações direcionadas nas células tumorais que tem por objetivo destruí-las ou limitar seu crescimento. É utilizado em tumores no reto e em alguns casos de intestino.

Terapia-alvo: quando a doença está em fase metastática, os tratamentos mais inovadores envolvem a combinação de quimioterapia clássica com medicamentos direcionados apenas ao tumor. Esses medicamentos direcionam o tratamento para as células infectadas, considerando a necessidades e características específicas dos pacientes.

[1] Estimativa 2014: Incidência de Câncer no Brasil / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, Coordenação de Prevenção e Vigilância.  Rio de Janeiro: INCA, 2014.

Sobre a Roche

Com sede em Basileia, na Suíça, a Roche é uma das líderes mundiais na pesquisa de produtos para a saúde, atuando fortemente e de modo combinado nas áreas farmacêutica e de diagnóstico. A Roche é a maior empresa de biotecnologia do mundo, e tem medicamentos realmente diferenciados para as áreas de oncologia, virologia, inflamação, metabolismo e SNC. Além disso, a Roche é líder mundial em diagnóstico in vitro e no diagnóstico tecidual de câncer, e pioneira no tratamento do diabetes. A estratégia de medicina personalizada da Roche tem como foco o fornecimento de medicamentos e ferramentas de diagnóstico que possibilitem melhoras tangíveis na saúde, qualidade de vida e sobrevida dos pacientes. Fundada em 1896, a Roche tem dado importantes contribuições para a saúde global por mais de um século. Atualmente, 24 medicamentos desenvolvidos pela Roche estão inseridos na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre eles antibióticos podem salvar vidas, antimaláricos e quimioterapia. Em 2014, o Grupo Roche empregava mais de 88.500 profissionais em todo o mundo, investiu 8,9 bilhões de francos suíços em Pequisa e Desenvolvimento (P&D)  e registrou vendas de 47,5 bilhões de francos suíços. A Genentech, nos Estados Unidos, é um membro integral do Grupo Roche. A Roche é a acionista majoritária na Chugai Pharmaceutical, do Japão. Para mais informações, visite www.roche.com.br.

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