Em 3 de julho de 1951, o Congresso Nacional aprovou a primeira lei contra o racismo no Brasil. A Lei 1.390 estabelecia como contravenção penal qualquer prática de preconceito por cor ou raça. Em 1985, por meio de uma modificação, as práticas racistas passaram a ser consideradas como crime inafiançável e a pena foi ampliada para até cinco anos de prisão.

 

No entanto, os efeitos do preconceito e da discriminação são evidentes na sociedade até hoje. Em todas as esferas sociais, a discriminação racial é tangível e revela uma realidade extremamente triste. Consciente desse cenário e sabendo que existe um longo caminho a percorrer, em 2018, a Roche criou uma frente afro que visa a conscientização e a conquista de avanços em prol da luta.

 

O trabalho de diversidade da Roche é dividido por frentes, desde o início muito incentivadas pela companhia. Formadas por voluntários, essas frentes têm como missão desenvolver ações de conscientização e ações afirmativas para a construção de ambientes mais inclusivos, dentro e fora da empresa.

 

 

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Dentro desse contexto, existe o Coletivo AFA, cujo foco é na equidade racial. Em parceria com diversas áreas da empresa, com destaque para a frente de Diversidade e Inclusão, o coletivo trabalha para promover a equidade racial tanto no quadro de funcionários da Roche como também na nossa rede de parceiros. O nome AFA vem do dialeto de Gana, um país multilíngue, e significa coragem para olhar o passado, aprender com ele e então mudar o futuro.

 

Motivada por isso, no fim do último ano a Roche, comprometida com a sua responsabilidade e reconhecendo seu papel de agente de transformação, deu mais um passo importante: aderiu à Iniciativa Empresarial pela Igualdade, que compreende dez compromissos:

 

  1. A Presidência e a Diretoria Executiva comprometem-se com o respeito a promoção da igualdade racial;
  2. Estimular e apoiar a criação de grupos de afinidades sobre diversidade racial;
  3. Promover igualdade de oportunidades e tratamento justo a todas as pessoas;
  4. Promover o respeito à diversidade racial na comunicação e marketing;
  5. Promover ações de desenvolvimento profissional para se alcançar a igualdade racial no acesso à oportunidade de trabalho e renda;
  6. Promover o desenvolvimento econômico e social na cadeia de valor dos segmentos étnico-racial em situações de vulnerabilidade e exclusão na cadeia de valor;
  7. Promover ambiente respeitoso, seguro e saudável para todas as pessoas;
  8. Promover o respeito a todas as pessoas no planejamento de produtos, serviços e atendimento aos clientes;
  9. Sensibilizar e educar para o respeito e a promoção da diversidade racial;
  10. Promover e apoiar ações em prol da igualdade racial no relacionamento com a comunidade.

Com coragem de olhar para o passado, a Roche reconhece que ainda há muito mais para ser feito e que nossas iniciativas representam uma pequena parte de todo o caminho que deve ser trilhado, mas o começo dessa trajetória já tem nos ensinado muito. Seguimos na luta e trabalhando para um futuro mais justo, respeitoso e igualitário não apenas na Roche, mas em toda a sociedade.

 

Para você entender melhor sobre o assunto, o coletivo indicou o livro “Quem tem medo do feminismo negro?”, da Djamila Ribeiro, e duas séries da Netflix: Olhos que Condenam e Dear White People.