Data reforça o valor da comunidade negra e as lutas dos movimentos contra o racismo

 

Mesmo nos dias atuais, a questão racial continua intrínseca na sociedade. Embora essa seja uma bandeira muito levantada no século XXI, estamos apenas no início do caminho para uma sociedade mais justa e igualitária.

 

O Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, faz referência ao dia da morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo de Palmares, um dos maiores líderes negros do Brasil que lutou pela libertação do povo contra o sistema escravista. A data é considerada importante no reconhecimento dos descendentes africanos e da construção da sociedade brasileira, ressaltando as lutas dos movimentos sociais contra o racismo e o valor da comunidade negra e sua contribuição ao país.

 

Para colaborar com esse movimento e combater a desigualdade social, em 2018 a Roche criou o coletivo AFA. Em conjunto com a frente de Diversidade e Inclusão, ele promove a igualdade racial não só na Roche, mas também entre seus parceiros. Sua missão é tornar, na prática, a igualdade racial uma causa genuína entre todos os colaboradores da organização. Já sua visão é ser a maior referência na promoção da igualdade racial no setor farmacêutico do Brasil.

 

Embora a população negra seja maioria, em 2020 ela ainda pertence mais às classes D e E. Segundo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), dentre os 56% dos brasileiros que se declaram negros - pretos ou pardos -, 74% pertencem às classes mais pobres.

 

Quando olhamos para a saúde, nossos desafios permanecem, segundo os dados da última Pesquisa Nacional de Saúde realizada no Brasil (PNS-2013), a população negra ainda tem menos acesso à saúde se comparada à população branca. Entre os dados que revelam a posição desfavorável dos negros em diversos aspectos da saúde, medidos pela PNS e também por outras pesquisas e indicadores do Ministério da Saúde, podemos destacar: acesso aos serviços, saúde da mulher, medicamentos e internações e discriminação nos serviços de saúde.

 

Para mudar esse cenário, é preciso reconhecer que cada um tem um papel nessa luta. Uma batalha que precisa de pessoas dispostas, abertas a ouvir, desaprender e reaprender e, principalmente, que se permitam repensar hábitos e conceitos.

 

Todos nós estamos sujeitos às crenças culturais que fazem parte da nossa vivência social. Quer saber como você foi influenciado por isso? Clique aqui e faça o teste de viés inconsciente desenvolvido pela Harvard e comece a sua jornada na luta antirracista.