Luciana Holtz de C. Barros

Fundadora e presidente do  Instituto Oncoguia

Psicóloga, especialista em psico-oncologia e bioética 

Empreendedora social e fellow social Ashoka 

 

 

 

 

1. Para você, qual é o futuro ideal da jornada do paciente com câncer?

 

    Acredito em uma jornada ideal que seja adaptável aos problemas e as realidades de cada local. Se conhecemos bem os problemas, podemos garantir que eles sejam priorizados e ou sanados com mais eficácia. Por exemplo, se sabemos que em um determinado local existe um enorme gargalo para fazermos biópsias, precisamos de maiores esforços e infraestrutura nessa fase. E em um segundo momento, após a avaliação, pode-se focar em outro problema.  Se adaptável, precisa de constante revisão e avaliação. 

 

    Também precisamos de uma jornada em que as diferentes fases sejam conectadas, transparentes e priorizem o que importa para o paciente naquele exato momento.

 

2. Como a colaboração entre diferentes atores de saúde pode melhorar a vida do paciente?

 

    Ex: médicos, equipe multi, indústria, associações de pacientes, sociedade etc.

    A colaboração amplia a possibilidade desse paciente ser realmente ouvido, atendido e cuidado em sua integralidade. 

 

3. Você acredita que  a medicina personalizada pode otimizar a jornada do paciente com câncer? Se sim, como?

 

    A medicina personalizada pode agilizar processos e garantir mais efetividade, principalmente nas fases de diagnóstico e tratamento.

 

    Como associação de pacientes, quais os principais desafios que vocês enfrentam na busca pela jornada ideal para o paciente de câncer?

    Infelizmente faltam muitas coisas: 

  • dados
  • transparência no processo
  • políticas existem, mas não são cumpridas.