A dor é um dos principais sintomas da artrite reumatoide (AR). As dores podem ser insidiosas, simétricas, duradouras e acompanhadas de limitações de movimentos. Veja a diferença entre elas:

É uma dor que começa de repente e não é estimulada por fatores externos. Por exemplo: quando carregamos uma caixa pesada, podemos ter dor nos joelhos ou nas costas, mas quando nos livramos da caixa a dor melhora. Mas, na artrite reumatoide, a dor não é por estímulo. Infelizmente é uma dor que começa do nada e não está relacionada a nenhum fator externo. A dor vem da atividade inflamatória da artrite reumatoide e, como pacientes, precisamos aprender a identificar cada nova dor e estar sempre alerta caso ela apareça.

É quando dói dos dois lados: doem os dois punhos, os dois joelhos, os dois tornozelos. Se a dor for nova, e em apenas um lado, fique atento e converse com o seu médico, pois talvez não seja uma dor provocada pela AR.

A dor da artrite reumatoide é longa, uma dor que não alivia rapidamente e tende a permanecer por muitas semanas. Em média, a dor da artrite reumatoide dura seis semanas, ou seja, entre uma nova articulação começar a doer e o médico rever o tratamento, podem se passar seis semanas para responder ao novo tratamento medicamentoso. Dores de curta duração podem ser sinais de desgastes articulares, ou seja, dor de uma articulação que já foi atingida pela degeneração da artrite reumatoide.

A dor da artrite reumatoide é acompanhada de limitação de movimentos, também chamada de rigidez matinal. Porém, a rigidez da artrite reumatoide pode se apresentar em vários horários durante o dia-a-dia, principalmente após longos períodos em repouso. É por isso que o repouso deve acontecer em períodos curtos ao longo do dia. A limitação de movimentos na artrite reumatoide pode ser reconhecida pela sensação de peso nos membros, mãos pesadas, pés pesados e dedos que não se abrem completamente.

A presença desses sintomas pode ser sinal de atividade da doença, por isso aprenda a reconhecer a sua dor para relatar brevemente ao seu médico e evitar uma nova crise.

Às vezes dominar a dor depende muito da nossa percepção sobre a dor. Fique atento, conte tudo ao seu médico.